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Luxúria: entenda como ela pode estar emperrando a sua vida

Muito além da sexualidade, esse “pecado” é um obstáculo para que se faça o que deve ser feito - Shutterstock

Desejo sexual exagerado e apego passional a prazeres sexuais, essa é a ideia de luxúria predominante na sociedade. Ao lado da inveja, ira, orgulho, preguiça, gula, avareza, ela faz parte dos denominados “pecados capitais”, que são padrões de comportamento entendidos como erros cometidos pelo homem, sendo profundamente condenáveis e que precisam ser combatidos.

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Porém, em uma análise mais realista e em um entendimento menos carregado de julgamento, observa-se que os chamados “pecados capitais” referem-se a características naturais a qualquer ser humano, impossíveis de serem eliminadas. 

E, se utilizadas de maneira adequada, elas são importantes e úteis na expressão da essência de cada pessoa e na manifestação de seu projeto de vida na face da Terra. Dessa forma, a denominação “instinto humano” faria mais sentido do que “pecado capital”.

Muito além da sexualidade

Quanto à luxúria, apesar de ser frequentemente associada aos desejos sexuais, ela não se refere necessariamente à sexualidade, mas trata de um universo muito mais amplo: o prazer. 

Ocorre que como uma das formas de ter prazer é o sexo, associou-se esse instinto humano apenas à satisfação por meio da função sexual. 

Assim como qualquer tendência humana, a luxúria pode ser empregada de maneira mais ou menos favorável.

Luxúria mal-utilizada

Não saber lidar com situações frustrantes ou não conseguir tolerar contrariedades, ou seja, querer viver apenas no prazer, indica um mau uso da energia da luxúria. Estão nessas vibrações aquelas pessoas que não se conformam que as coisas não saíram do jeito que elas queriam ou que os outros não fizeram o que elas desejavam.

Elas não conseguem aceitar as circunstâncias, pois querem que tudo seja cem por centro satisfatório do jeito delas. Como a vida não é assim, elas caem em dor, pois não aceitam serem privadas de seu prazer.

É um estado infantil, como a criança que não quer parar de brincar para ir tomar banho, quer comer a sobremesa antes do jantar ou ver tevê até altas horas e faz birra quando esses prazeres são interrompidos.

Zero prazer

Outra forma de a potência da luxúria ser mal-utilizada é a negação do prazer. Ocorre quando a pessoa tem dificuldade em relaxar e se divertir. Ela não se permite gozar a vida.

Isso pode ser decorrente de algumas crenças como a de que é necessário se esforçar muito para merecer ser feliz ou que primeiro se deve fazer as obrigações para depois ter a diversão. Mas, o que impede, por exemplo, de que se sinta prazer ao realizar as atividades que são obrigações?

Essa não permissão ao prazer pode levar até mesmo a processos de diminuição da libido ou que a pessoa não consiga mais ter satisfação sexual.

Pode ser também que ocorram situações em que o indivíduo se condene e se sinta culpado por estar tendo prazer ou por não estar sendo produtivo e, dessa forma, caminha para um quadro de estresse e exaustão.

Luxúria X Preguiça

É comum que ocorra uma confusão entre esses dois instintos: muitas vezes a pessoa não faz o que deve ser feito não por preguiça, mas pelo desejo de não sair do prazer, ou seja, pela luxúria.

É o caso, por exemplo, de pessoas que não conseguem dar continuidade e sustentação a suas atividades. Não é que ela não faz nada e só quer ficar descansando, como seria uma pessoa preguiçosa. Ela é relativamente produtiva, mas só faz o que quer fazer, o que dá prazer a curto prazo e não quer abrir mão disso em nome de algo maior ou a longo prazo. Mas, para se consolidarem, os projetos e sonhos requerem todos os tipos de atividades, inclusive as enfadonhas e desgastantes.

Aceita que resolve

A faceta bem-utilizada da luxúria está em se encontrar prazer em viver a vida do jeito que ela é. Aceitar que a vida não será sempre da maneira que se deseja.

É permitir-se os momentos de prazer e também encontrar a satisfação nas situações de desafio e durante a realização do que simplesmente deve ser feito.

Conseguir ter um olhar que busca identificar as oportunidades de aprendizados em todos os acontecimentos e circunstâncias, não fazer birra porque algo tirou o prazer e sentir realização na superação de si mesmo.

É aceitar a vida como ela é e aprender a utilizar seus próprios recursos para vivenciá-la com prazer.

Texto: Bia Albuquerque (@biaaterapeuta), humanoterapeuta, psicanalista espiritualista, facilitadora do Círculo da Vida e ledora de baralho terapêutico

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