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É amor ou amizade?

Por Dricca Rhiel 22/06/2021 ÀS 18H00
Entenda o fluxo da transformação do amor em amizade, e vice-versa Entenda o fluxo da transformação do amor em amizade, e vice-versa - Foto: Shutterstock

Por que certas pessoas recebem o sinal verde com passaporte carimbado rumo à paixão, enquanto outras são barradas na fronteira da amizade pelo cego coração? Esse é um mistério a ser analisado. Isso porque, muitas vezes, há pessoas que possuem exatamente as qualidades e virtudes apreciadas por você em um par romântico, mas que não são suficientes para despertar o interesse amoroso. Falta o algo a mais, o “frisson” tão desejado pelos sentidos que inebria e entorpece. Por outro lado, há também quem se apaixone por pessoas completamente improváveis e com estilos de vida incompatíveis, levando o relacionamento amoroso ao fracasso, mas que poderiam funcionar no âmbito da amizade.

Sim, amor e amizade podem se entrelaçar; entretanto, é importante entender quais são os pontos chaves que delimitam essas relações. Sentimentos podem ser confusos e a definição de amor também é algo sem nitidez para muitas pessoas. Talvez porque sejam vários os tipos de amor que permeiam as relações humanas. E a amizade é uma das extensões do amor. Eu acredito que um amigo pode se tornar um grande amor, mas um grande amor deveria sempre se tornar um grande amigo.

Vamos entender esse processo?

Quando um amigo se torna um amor:

Há alguns indícios que denotam a mudança na relação de amizade entre duas pessoas e o nascimento do amor com interesses mais profundos e românticos. Enquanto a amizade prima pelo social e o compartilhamento de ideias e atividades, o amor gosta de exclusividade. Em geral, quando as pessoas se apaixonam elas preferem realizar atividades mais privadas e desejam passar juntas o tempo disponível. O afastamento do grupo de amigos faz parte desse processo de reconhecimento da identidade do casal em formação. Isso acontece porque o principal agente dessa metamorfose, chamado atração, foi despertado. E quando a tensão sexual e o desejo surgem, a relação muda de figura. Nada mais será da forma como era antes. Essa fagulha pode ser repentina e explodir causando uma irresistível paixão ou simplesmente crescer com o tempo e se tornar um verdadeiro amor. Outro fator importante é a vontade de fazer planos que incluam o outro, que vão desde a escolha do próximo restaurante ou barzinho, até a próxima viagem a um lugar exótico ou longínquo. Sempre existe um depois, uma necessidade de saber que estarão juntos no futuro. Mais um indicativo que destaco é a constante demanda por atenção que pode suscitar o ciúme e o sentimento de posse. Quando a sedução e a conquista entram em cena, há uma erotização da relação e um aumento evidente de cobranças e exigências. A intensidade dos sentimentos é proporcional à demanda de cuidados, como atender o telefone, trocar mensagens ou ser pontual em um encontro. Estar longe do outro por um longo período de tempo passa a ser dolorido e a palavra saudade ganha um peso de sofrimento nessa situação. Por outro lado, sensações prazerosas serão percebidas no corpo com tal proximidade – as famosas borboletas no estômago! O corpo sempre entrega os nossos sentimentos. Pensar no outro durante o dia todo, lembrar dele quando ouve uma música ou assiste a um filme são também traços de que essa relação está evoluindo para um possível caso de amor. Porém, eu faço uma advertência:  as duas pessoas precisam estar na mesma sintonia para que a transição aconteça – no amor, assim como na amizade, o importante é a reciprocidade.

Quando um amor se torna um amigo:

As relações amorosas passam por crises de tempos em tempos, mas como saber se é hora de desistir e terminar? É sempre difícil admitir o fim e enfrentar uma perda. Porém, o amor construído não precisa, necessariamente, morrer; ele pode ser transformado. Esse processo depende muito da personalidade dos envolvidos e da maneira como eles compreendem as faces do amor. Pessoas intensas, geralmente, levam mais tempo para sublimar as emoções “negativas’ oriundas de um rompimento amoroso. Quando a vontade de estar junto evanesce, a vaidade sucumbe ao desleixo e o tesão expira seu prazo de validade, é hora de repensar a relação. Será que o parceiro acabou se tornando o seu colega de quarto? Nem sempre o casal continua caminhando lado a lado. Um dos parceiros pode ter mudado sua rota e objetivos de vida, engendrando uma inevitável separação. Interessante ressaltar que a lei do divórcio no Brasil foi aprovada somente há 44 anos. Hoje, também vemos novos conceitos de família surgindo. O casal já entende que é imprescindível ter um bom relacionamento entre eles, mesmo após uma separação, para preservar a saúde mental e emocional dos filhos. O amor sexual e romântico precisa ser substituído por outra forma de amar ou pela amizade. Esse é um exemplo claro de transformação e maturidade emocional exigidas nos tempos modernos. A confiança e o respeito são os atributos mais importantes em uma amizade verdadeira. Essa forte conexão muitas vezes permanece, mesmo quando o fogo da paixão deixa de existir. O tempo pode desgastar a relação, apagar o brilho dos olhos e eliminar o desejo sexual. Contudo, aquela pessoa especial que você tanto admira e conhece ainda está presente. Por isso, muitas vezes, vale a pena deixar o tempo fazer o seu trabalho curativo e guardar as lembranças boas com carinho. O coração tem várias moradas. Acredito que a amizade deveria ser o legado de um amor bem vivido.

Agora, basta refletir e tirar suas conclusões. É amor ou amizade?

 

Quem é Dricca Rhiel

Difícil definir Dricca Rhiel, uma profissional cheia de intuição e conhecimentos sobre energias, tratamentos holísticos e comportamento humano. Ao longo de seus mais de 20 anos de atuação fez diversos cursos, entre eles, de parapsicologia, mas, antes disso,  já tinha formação acadêmica como Jornalista e tradutora e intérprete em inglês. Dricca se define como uma F.A.D.A - Formadora do Agora para o Despertar do Amanhã. E o que é isso? Dricca oferece uma visão ampla sobre a vida para ajudar as pessoas a encontrarem soluções para seus dilemas, desbloqueando emoções e promovendo a conexão de cada um com seu “eu”. Para isso ela faz uso de seus conhecimentos de parapsicologia, de análises sociais e de seus diversos oráculos, que incluem tarot, runas, astrologia e numerologia. Um dos seus principais pilares de atuação é o amor, ela é autora da obra “O Livro Secreto do Amor — Como atrair um esquecer um grande amor”. Dricca reúne diversos fãs, muitos provenientes de suas redes sociais, como o Instagram, onde acumula mais de 50 mil seguidores. Outros a conheceram em suas incontáveis participações na mídia, como na TV Gazeta, onde teve um quadro fixo sobre espiritualidade no programa DeAaZuca, que lhe deu o título de Fada do Brasil. Dricca aborda, além de assuntos sobre espiritualidade e relacionamentos,  temas como empoderamento feminino, violência de gênero, sexo e crimes violentos, em especial, serial killers. Seu repertório é tão amplo quanto suas especialidades.

 

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