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Dois arcanos do tarot que te ajudam no processo de autoconhecimento

Para passar pelo autoconhecimento é necessário entender processos internos da jornada. Conheça dois arcanos do tarot que podem ajudar

duas cartas de tarot e objetos misticos
Entenda essas duas cartas do tarot - Foto: Shutterstock

O autoconhecimento não é somente sobre você se esforçar diariamente para curar a si mesmo dos efeitos que as lembranças, dores e traumas produzem em você. Se você está reduzindo esse processo, certamente está evitando que essa potência se estabeleça em sua vida. Quando se trata dessa arte, existem dois arcanos do tarot, que podem nos ensinar muito.

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O que se encontra em nossas buscas?

Todos nós desejamos profundamente pelo reconhecimento da nossa identidade, por meio de uma busca de experiências e significado que nos traga satisfação e prazer. Esse impulso que guia o ser humano, nessa individuação era considerado por Freud como libido, a energia que destinamos aos objetos de nossos desejos e assim sentir esse prazer, Para ele, essa energia nasce na transição de criança para a adolescência. Já Jung acreditava que esse impulso já existia na psique humana, desde o nascimento, tal como um instinto.

Seja qual for a origem desse impulso que nos movimenta para a satisfação (prazer), as armadilhas são as mesmas! Nós buscamos por algo que nos preencha, que nos dê significado maior e nos faça ser parte de algo grandioso. Algo que ultrapasse as preocupações egóicas, pois buscamos dedicar a nossa própria existência a serviço de uma autoridade suprema e uma causa maior. Mas o quanto isso também não pode ser um desejo do nosso ego? Que esconde a necessidade de reconhecimento e de notoriedade ou, simplesmente, de fuga e negação da nossa realidade e condição? Não que isso venha a ser ruim, mas é uma dualidade que precisa estar em equilíbrio. Contudo, se essa ideia já passou pela sua mente, você certamente se deparou com o Eremita, um desses dois arcanos do tarot que muito tem a nos ensinar sobre a nossa transformação pessoal.

Dois arcanos do tarot: o chamado do Eremita 

A nossa necessidade predominante é sentir a satisfação. Vemos isso principalmente através da geração Z e Alpha (nascidos na era digital), já que estamos marcados pela busca do mínimo esforço possível e do resultado a curto prazo. Quem sabe seja por já crescermos insatisfeitos e cansados, carregando o peso de tentar ser melhor do que aqueles que vieram antes, em um contexto social e histórico que onde não haviam tantas facilidades disponíveis como atualmente para nós? Entramos nessa disputa e nos alimentamos de culpas, muitas vezes só notamos quando o corpo dá os sinais, e ainda tem quem parte sem nem saber disso.

Aceitar ou não este convite?

Seja como for, nessa busca de satisfação e prazer, ninguém quer aceitar o convite do Eremita – um dos dois arcanos do tarot –  de se ver sozinho em sua caverna por um tempo. E ainda sim, ele vem com sua lanterna (símbolo da inteligência adquirida por esforço próprio) e com seu cajado (símbolo de prudência e espiritualidade), nos questionar: você terá paciência e prudência para limpar a sua mente? Conhece a prática do equilíbrio necessário para não se distrair do silêncio, a fim de poder ouvir a voz da própria consciência e não mais a da culpa? 

Tarefa muito desafiadora, ainda mais no mundo digital, mas que se aprendida a garantia é o progresso, a longo prazo, mas bem estruturado, pois anteriormente já passamos pelo arcano da justiça, que nos pedia ponderação, agora estamos diante do eremita, que nos diz que com muita prudência, cautela e observação íntima que se estabelecem as mudanças.

O reconhecimento do ser é o começo da jornada e não o fim.

Quando iniciamos essa jornada do autoconhecimento, com ajuda dos dois arcanos do tarot, ouvimos falar muito sobre encontrar as raízes dos problemas que nos acompanham há um longo tempo. Por vezes, esses problemas até chegam através do nosso sistema familiar, tal como uma herança genética. Acontece que definir o autoconhecimento como uma filosofia de conhecer a si, por meio da investigação das lembranças, traumas, sentimentos, pode parecer para muito o próprio autoconhecimento – mas, na verdade, não passa de uma ideia limitada e alimentada pela culpa de constantemente se curar. Contudo, essa etapa de curar e solucionar esse desconforto íntimo é só o início da jornada, não deixa de ser muito necessário, pois somente assim, a nossa mente, de forma sutil, ouve a nossa verdadeira consciência e inicia a próxima etapa dessa jornada.

Nem tudo é autoconhecimento 

O problema é quando ficamos presos nesse estágio inicial e definimos isso como autoconhecimento, damos voltas e voltas, não sabemos como sair, mas buscamos a todo custo. Acaba que, cansados, topamos situações e companhias que validem o nosso processo e nos tirem dessa caverna. Por isso, desejamos desesperadamente a chegada de qualquer coisa que nos tire do diálogo íntimo incessante, aquele monólogo que pra muitos pode parecer tedioso, assombroso e cansativo demais, mas que é a proposta do Eremita que nos ensinará a identificar essas vozes da culpa e a silenciá-las, para não nos identificamos mais e nem recorrer às fugas, distrações, validações. Ficamos livres para ouvir o chamado da verdadeira consciência.

O Eremita e o arcano da Lua

Há uma conexão entre esses dois arcanos do tarot. O Eremita que respeitou o seu tempo e agora pode ouvir o chamado da própria alma,para mergulhar e reconhecer a si mesmo nessa essência mais profunda do próprio inconsciente. É o começo do explorar a vida com consciência, com essa prudência conquistada, ele adentra o seu universo psicoemocional, o inconsciente representado pelo arcano da Lua, onde reside muitas influências, opiniões de terceiros (convenções sociais, familiares, amigos, família) e que se mescla com seus próprios pensamentos duais e com sua identidade.

Se você tem medo de entrar na caverna do Eremita, certamente terá pavor de entrar nas águas turvas do inconsciente, representada pela Lua, mas é inevitável, pois somente com a experiência dele é que podemos organizar todos esses registros e sair da ilusão. Ele é a representação do nosso primeiro nascimento, a primeira tomada de consciência do que nos condicionamos a ser, seu número é o 9 (historicamente ligado a gestão, a iniciação), já a Lua é o nosso segundo nascimento 9+9=18, ela é o primeiro arcano do caminho da evolução é o primeiro contato com a nossa alma e a busca pelas experiências que correspondem a nossa verdade.

Felipe Bezerra é Tarólogo, Astrólogo e Terapeuta Holístico na Origem Therapias.

Instagram: @origemtherapias

Site: https://www.origemtherapias.com.br/

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