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Tríplice conjunção na história: saiba quando já tivemos essa configuração no céu

Por Virgínia Rodrigues 23/05/2020 ÀS 11H30
Outros momentos da história já foram marcados por tríplices conjunções Outros momentos da história já foram marcados por tríplices conjunções - Crédito: Vadim Sadovski/Shutterstock

Uma das minhas formas favoritas de estudar Astrologia é de modo comparativo. Para tirar o tom preditivo, podemos procurar os mesmos posicionamentos astrológicos atuais em outros momentos da história e, assim, teremos algumas pistas do que cada posicionamento tem a nos ensinar.

Os céus trabalham a nossa favor e a fim de nos ensinar lições importantes, tanto como pessoas, quanto como humanidade. 

Para compreender os posicionamentos de 2020 e então afirmar que este seria um ano marcante na história da humanidade, fiz um exercício simples: procurei, em outros momentos históricos, quantas vezes os planetas Saturno, Júpiter e Plutão estiveram em tríplice conjunção na história, em outras épocas.

Pelo seu significado simbólico, poderemos compreender que tipo de transformações aconteceram naquele determinado momento e quais transformações podem nos aguardar neste momento no qual vivemos. Mais do que prevenir eventos, podemos nos preparar e ver sentido em tudo o que acontece ao nosso redor, ainda que não esteja claro. 

Quando tratamos da tríplice conjunção de Júpiter, Saturno e Plutão, um dos fatos mais interessantes é que essa configuração ocorreu apenas cinco vezes nos últimos dois milênios, sendo que a mais recente foi há cerca de 870 anos. 

Os eventos marcados sob a tríplice conjunção na história são comumente associados à guerra, expansão e queda de impérios estabelecidos e a rebelião de povos antes marginalizados. Além disso, podemos ver traços da religião por trás da expansão territorial e política dos povos.

São momentos que marcaram a história mundial e reestruturam a base da humanidade, naquele momento. Então, não podemos esperar menos que isso neste momento.

Assuntos como a queda de antigos impérios estabelecidos, os questionamentos relacionados à religião e à política, quando misturadas, bem como o surgimento de novas potências que reorganizem a dinâmica geopolitica, a forma de comércio e a dinâmica da vida em sociedade devem vir à tona.

Tríplice Conjunção na história da humanidade

113  - Expansão do Império Romano (Áries e Peixes) 

A mais antiga das conjunções entre os três planetas ocorreu em 113, sob o trânsito de Peixes e Áries. Áries, portanto, a guerra e a conquista, associado ao militarismo trazido por Plutão e Saturno, marcou fase de expansão do Império Romano sobre o Oriente.

Pelo enrigecimento associado a esses planetas, pudemos observar o embate entre o avanço do Império Româno, frente a duas potências: Armênia e Parta. 

A expansão romana sobre o Oriente resultou na anexação da Armênia e na neutralização do projeto imperialista dos Partas. Os romanos passaram a ter controle sobre importantes rotas comerciais que ligavam a China, Índia ao Mediterrâneo.  

Esse evento mudou os rumos da área do Mediterraneo e do Oriente Médio, além de mudar a histórica dinâmica de poder na Ásia Central. 

410 – 411 – Saque de Roma (Touro e Gêmeos)

Em 24 de agosto de 410, já sob o trânsito de Touro e Gêmeos, o grande Império Romano passa a entrar em decadência. Sob o comando do rei visigodo, Alarico, povos bárbaros invadiram as províncias romanas e passaram a desestabilizar a vida dentro do Império.

Sucessivos golpes de Estado ocorreram, assassinatos e pilhagens. Esse evento tem um papel determinante na queda do Império Romano, sendo considerado um dos marcos transacionais entre a Antiguidade e a Idade Média.

Após esse saque, os visigodos seguiram avançando pelo litoral, onde substituíram o dominio romano na Hispânia (atuais Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e sul da França). 

710 - Expansão Islâmica (Câncer)

Sob a influência do singo de Câncer, surgia, no século VI d.C, o islamismo, desenvolvido pelo árabe Mohammed ou Maomé, dando início a uma religião que se espalharia pelo mundo, levando uma nova interpretação da palavra de Deus (Allah). 

Sob o domínio dos califas Sulayman (715-717), Omar II (717-720) e Yazid II (720-724), o Império Islâmico chegou à sua máxima extensão e sua prosperidade, por meio da militarização e da força política advinda da religião. Al-Walid e Omar II são lembrados por terem construído mesquitas, fortalezas, palácios, estradas e outros prédios, além de terem promovido reformas e ampliações de algumas cidades.

A expansão islâmica avança pelo Mediterrâneo sob a conjunção Jupiter-Saturno-Plutão, ocupa a Espanha e submete os visigodos ao califado mulçumano em plena Europa. Desde então, as relações entre a Europa e o mundo asiático foram marcadas pelas tensões entre cristãos e mulçumanos. 

848-849 – Feudalismo (Áries)

Após a conquista dos muçulmanos sobre o norte da África e da Sícilia, rotas importantes de comércio para o Mediterrâneo e as crescentes dificuldades para o comércio, a Europa cristã passa a se estabelecer e formar pequenas unidades de produção agrária autossuficientes.

O comércio e a movimentação reduzem para pequenas comunidades, denominadas feudalismo. 

1146-1146 – Cruzadas (Touro)

A convocação para as Cruzadas aconteceu em 25 de novembro de 1095, no Concílio de Clermont, pelo papa Urbano II que, em seus discursos, prometeu a penitência dos pecados àqueles que reconquistassem as terras pertencentes à Igreja, lutando pela defesa do cristianismo. 

Nesse período, foi debatido pela Igreja o conceito de “Guerra Justa”, no qual era considerada como justa toda a defesa do cristianismo contra os muçulmanos, chamados de “infiéis” por não pertencerem àquela religião. Dessa forma, a Igreja dava o aval para seus seguidores lutarem e, também, matarem em seu nome e em sua defesa.

Além disso, sabe-se que a Igreja não era a única interessada no êxito dessas expedições: a nobreza feudal tinha interesse na conquista de novas terras e na conquista de cidades mercantilistas, como Veneza e Gênova, de modo a ampliar seus negócios até as rotas do Oriente. Foi um importante marco no progresso intelecutal e comercial, que resultaria nas grandes navegações.

A relação entre os eventos astrológicos

Como podemos observar, cada evento astrológico tem relação com o mesmo evento anterior. Por essa razão, consideramos a possibilidade de eclosão entre diferentes países e uma possível disputa por tecnologia e mercados neste ano.

Como disse em outros textos, por essas razões, minha dica é que observemos os países do Oriente Médio, Israel, Espanha, Itália, Síria e os que ocupam a Penísula Balcânica.

Além disso, veremos grandes transformaçoes dentro da própria Igreja Católica e do Islamismo, responsáveis pela eclosão das Cruzadas. Se seguirmos o que a história nos dita, os alinhamentos planetários sempre corrigem eventos anteriores - é, portanto, um acerto de contas.

Texto: Virgínia Rodrigues - Astróloga

Instagram: @rodriguesvirginia

 

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