Religiosidade e fé

Papa Francisco dá declaração progressista a homossexual vítima de abuso

Por Redação João Bidu 21/05/2018 ÀS 14H00
Na imagem, o papa está de cabeça baixa com as mãos juntas com pesar. Declaração progressista. Na imagem, o papa está de cabeça baixa com as mãos juntas com pesar. Declaração progressista. - Reprodução/Copyright L'Osservatore Romano

As denúncias de abusos sexuais na Igreja Católica não são notícias novas. Mas o capítulo mais atual dessa história foi protagonizado no Chile. Após uma série de críticas, o fato gerou a demissão em massa dos bispos do país sul-americano no dia 18 deste mês. Com isso, o Papa Francisco recebeu uma das vítimas de abuso para uma conversa privada. E foi nessa oportunidade que o santo padre o qual deu uma declaração progressista sobre a orientação sexual do convidado.

Declaração progressista

Juan Carlos Cruz denunciou há cerca de três meses o abuso que sofreu por parte do bispo chileno Juan Barros, o qual o Papa defendeu na mesma época. Após críticas, o pontífice voltou atrás e percebeu o erro ao enviar um investigador ao país para apurar a situação. Com isso, o santo padre convidou Cruz para sua residência no Vaticano para uma conversa em que, segundo o fiel relatou ao jornal El País, pediu perdão pelo ocorrido.

Além disso, um dos temas do diálogo foi a orientação sexual de Cruz. Francisco, por sua vez, deu uma declaração progressista, considerado um avanço significativo da Igreja Católica sobre o assunto. Segundo Juan Carlos, o papa lhe disse: "Que você é gay não importa. Deus te fez assim e ele te ama assim, e eu não me importo. O Papa quer você assim, você tem que ser feliz com quem você é", contou o fiel ao jornal espanhol.

Não é a primeira vez

Em 2013, o Papa Francisco já havia declarado sua opinião sobre a relação entre homossexuais e a Igreja Católica. Em uma entrevista concedida aos repórteres durante o voo de retorno ao Vaticano, o pontífice comentou: "Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgar?".

A mais nova manifestação não foi confirmada oficialmente pelo Vaticano. Mesmo assim, o depoimento é marcado como o mais progressista vinda da Igreja Católica sobre o tema até então.

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Texto: Camila Ramos/Colaboradora noEmbed

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