Religiosidade e fé

Qual a importância do orixá para o candomblé?

Por Redação João Bidu 20/07/2019 ÀS 14H00
A foto mostra uma máscara que representa um orixá A foto mostra uma máscara que representa um orixá - Foto: Shutterstock.com

Os praticantes do candomblé acreditam em vários deuses, os orixás. Mas não acreditam em pecado e nem na salvação da alma, como os cristãos. Cada seguidor é devoto de uma dessas entidades que não censura, não pune e não castiga os seus fiéis. No candomblé, o que se busca é a incorporação do espírito do orixá pelo médium, para que seja possível obter interferência na realidade.

O que é proibido para um ser não é, necessariamente, proibido para outro, de modo que nenhum orixá é inteiramente bom, nem inteiramente mau. Não é possível escolher a qual deus você quer ser devoto, na verdade para saber qual o seu orixá, é necessário participar de um jogo de búzios, feito por um pai ou mãe-de-santo. Pessoas que querem saber mais sobre seu futuro e iniciantes na religião procuram por um serviço pago.

Na África há registros que revelam o culto a quatrocentos orixás, porém, cerca de vinte são cultuados no Brasil. Cada uma dessas entidades controla as forças da natureza e a vida humana e possuem funções distintas e poderes específicos de acordo com suas personalidades. Nos rituais há saudações, animais sacrificados, canções, elementos e bebidas próprios para cada uma das entidades.

Além do primeiro orixá, chamado de Orixá de Cabeça, todas as pessoas praticantes do candomblé possuem um segundo orixá, que é conhecido como Juntó, o qual atua como complemento do primeiro. Geralmente, se o santo de cabeça for masculino, o segundo será feminino e vice-versa, como se cada filho-de-santo tivesse pai e mãe.

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Texto: Isadora de Oliveira/ Colaboradora - Edição: Giovane Rocha noEmbed

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