Religiosidade e fé

Qual a melhor maneira para falar de Deus às crianças hoje em dia?

Por Redação João Bidu 10/08/2019 ÀS 08H00
Deus Deus - Foto: Getty Images/FatCamera

Conversar sobre a existência de Deus com as crianças é um dos assuntos que deixam os pais preocupados não apenas sobre a escolha da melhor ocasião para falar aos filhos, mas também sobre o que é mais conveniente. A especialista em psicopedagogia e educação especial Maria Irene Maluf falou sobre como ensinar sobre Deus para os filhos, veja a seguir algumas dicas para facilitar esses ensinamentos:

1. Emolduradas sob uma aura de misticismo, as ideias tornam-se complexas e difíceis de serem transmitidas para as crianças e, por isso, muitas vezes, esses ensinamentos são adiados ou até “terceirizados” à escola.

2. A introdução desse tema pode ser difícil se houver contradições entre o comportamento dos pais e o que eles pregam. Não se exige dos pais uma formação específica para falar sobre Deus: o importante é dividir com as crianças a sua experiência, o seu testemunho de fé e crença, usando sua linguagem corriqueira, sem transformar esse momento de intimidade familiar em uma aula.

3. Educação e religião têm muito em comum, pois ambas fundam-se em valores éticos e morais, no amor ao próximo e ao Criador. Independentemente do nome que Ele receba, a crença em um Ser Superior impregna a compreensão de mundo e a ação das pessoas de todas as idades e orienta por meio dos valores que ensina, o uso do conhecimentos; estimula o desejo de crescimento moral; e por meio do respeito traçam os limites de cada um e a aceitação das diferenças.

4. Complicada também é a situação de algumas crianças que, apesar de criadas em lares onde não há uma linha religiosa propriamente dita, frequentam escolas religiosas ou escolas laicas onde há o preparo para algumas cerimônias desta ou daquela religião, por exemplo, a Primeira Comunhão dos católicos.

5. Vivenciei um caso assim, onde a criança de apenas dez anos, sem saber o que fazer, mentiu a todos os colegas e professores alegando ter feito sua comunhão em anos anteriores em outro colégio. A angústia permeou todo aquele seu ano letivo por medo de ser desmentida publicamente e passar a ser rejeitada pelos colegas.

6. Consequência: seu rendimento escolar decaiu e passou a ter um comportamento arredio tanto na escola como em casa.

7. Para terminar, vamos, mais uma vez, lembrar que falar sobre Deus às crianças é uma tarefa própria da educação familiar que pode ou não ser continuada na escola, a qual também por essa razão, deve ser cuidadosamente selecionada pelos pais.

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Texto: Maria Irene Maluf, especialista em psicopedagogia e educação especial/Colaboradora

Site: www.irenemaluf.com.br noEmbed

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