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Tríplice Conjunção: a transformação da dor através da consciência

Por Virgínia Rodrigues 03/04/2020 ÀS 17H36
Os astros nos avisavam o que estava por vir em 2020 Os astros nos avisavam o que estava por vir em 2020 - Miriam Espacio/Pexels

Não é um exagero dizer que o ano de 2020 tem sido alertado há muito tempo por grandes astrólogos ao redor do mundo. O encontro entre planetas lentos - Júpiter, Saturno e Plutão - ocorreu apenas cinco vezes nos últimos dois milênios. Em termos técnicos, à união de três planetas geracionais, damos o nome de tríplice conjunção - e essa ocorrência é simultânea a processos históricos de extrema importância.

Em 2020, todos esses planetas se aproximaram em um mesmo signo: Capricórnio - um signo cujo símbolo nos remete a uma cabra, com cauda de peixe, subindo uma grande montanha. Capricórnio representa, portanto, o ponto mais alto que se pode chegar no plano material. Representa toda conquista, poder, status e autoridade que se pode conferir ao homem. 

Essa cabra, entretanto, tem uma cauda de peixe - e peixe, para a astrologia, remete à necessidade de proximidade entre o plano material e o plano espiritual. Capricórnio nos alerta, então, que muito embora possamos e devamos estar focados em acumular bens materiais, nunca podemos nos afastar da nossa espiritualidade. Toda prosperidade que conquistamos e que não esteja alicerçada à espiritualidade, tende a ruir.

Não é de estranhar, portanto, que a partir dessa tríplice conjunção, iniciada em dezembro de 2019, passamos a ver grandes estruturas de poder, sedimentadas na dominação e na segregação, passarem a ruir. 

Estamos todos sendo chamados ao despertar de uma consciência coletiva, a voltar para os nossos lares e valorizar a convivência com os nossos entes queridos, a compreendermos como administramos nosso recursos para que aqueles que não têm acesso às estruturas clássicas de poder, possam, também, ser auxiliados, já que estamos assistindo a grande fragilidade e vulnerabilidade que a própria natureza pode trazer, inclusive aos mais estabelecidos Impérios.  

No dia 4 de abril, passaremos por outro evento astrológico de suma importância neste contexto – a conjunção entre o planeta Júpiter, regente de Sagitário e Plutão, regente de Escorpião. Os dias que se seguirem a essa conjunção serão determinantes para nos mostrar como enfrentaremos os desafios que atingiram as bases capricornianas: economia, política, mídia e religião. 

Júpiter, o maior planeta do sistema solar, simbolicamente, se apresenta como aquele que trará luz e consciência a tudo o que estava oculto. Quando Júpiter se aproxima de qualquer outro planeta, sabemos que os aspectos simbólicos do planeta do qual ele se aproxima, serão iluminados e expandidos. 

Neste caso, Júpiter se alinhará a Plutão, que é conhecido na mitologia grega como o deus da morte e simboliza o que há de mais denso em nós: os desejos mais profundos, as conspirações, as dores, a sede de poder, de controle, as traições e, também, a morte. 

Do ponto de vista da dinâmica mundial, muitas transformações profundas podem ocorrer a partir dessa conjunção. Poderemos assistir o despertar da consciência de muitos, o surgimento de novas lideranças, a ocorrência de levantes em tornos de ideais, avanços científicos e tecnológicos e a valorização de todo conhecimento acadêmico, sobreposto àquilo que se palpita sem grande profundidade.

Mas, como nem tudo são flores, o grandioso Júpiter lançara luz às profundezas de Plutão, trazendo à tona tudo o que estava obscuro, escondido, oculto e conspirado. Júpiter expande até mesmo os processos de dor. Trazendo para a nossa realidade, poderemos ver, portanto, um aumento no número de casos conhecidos de Coronavirús ou de sermos noticiados quanto ao sofrimento – até então desconhecido – de pessoas que foram afetadas pela queda de grandes Impérios e estruturas de poder.  

A vertente jupiteriana nos aponta, inclusive, a eclosão de conflitos entre diferentes países e uma possível disputa por tecnologia e mercados. Minha dica é que observemos os países do Oriente Médio; Israel, Espanha, Itália, Síria e os países que ocupam a Penísula Balcânica. Em outras oportunidades, diante dessa grande conjunção, esses lugares foram bastante afetados. 

Do ponto de vista pessoal, essa conjunção nos permitirá olhar com fé e consciência para o que há de mais profundo em nós. Aqueles que estão interessados em realizar um mergulho em si, em suas dores, em seus traumas, compreendê-los, ressignifica-lós e utilizá-los como guias para a experiência na Terra, terão uma grande oportunidade a partir da conjunção. É, portanto, um momento incrível para olharmos para o nosso interior, para nos mover através das nossas dores, medos e apegos, nos libertarmos – como propõe o grande arqueiro de Sagitário – e seguirmos para um caminho de renascimento, como nos propõe o belíssimo signo de Escorpião. 

Que possamos compreender essa conjunção exatamente da forma como ela nos propõe: as grandes transformações precisam colocar luz nos processos de dores mais internas. As transformações que envolvem Plutão nunca são fáceis. Mas, nos curam - a nós e ao mundo. 

Texto: Virgínia Rodrigues - Astróloga

Instagram: @rodriguesvirginia

 

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