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HIV na adolescência: novo estudo aponta os perigos do sexo sem camisinha!

Por Redação João Bidu 15/08/2018 ÀS 22H00
Na imagem, o sinal vermelho da aids está junto com as letras que escreve o nome da doença, em volta estão vários bonecos de papel juntos. HIV na adolescência. Na imagem, o sinal vermelho da aids está junto com as letras que escreve o nome da doença, em volta estão vários bonecos de papel juntos. HIV na adolescência. - Foto: iStock.com/Getty Images

De acordo com os dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), na 22ª Conferência Internacional da aids realizado em Amsterdã, na Holanda, a cada três minutos uma garota entre 15 e 19 anos é infectada pelo vírus HIV no mundo. O levantamento preocupa as autoridades, já que a maioria dos novos casos de HIV na adolescência acontece após um abuso e violência sexual.

Falta de políticas

Em 2017, o vírus foi transmitido para, em média, 30 adolescentes por hora, sendo que dois terços eram meninas. Além disso, foram 130 mil mortes por aids até em jovens com menos de 19 anos. Esses números realçam a falta de políticas e cuidado dos governantes sobre os atos de violência contra as mulheres no mundo, principalmente com relação a crianças e adolescentes.

A maioria dos casos surge em países subdesenvolvidos ou regiões com altos índices de violência, já que as moças, além de não terem poder de rejeitar a relação sexual imposta à força, acabam não tendo acesso a tratamentos, assistência médica ou informações sobre o vírus HIV. No Brasil, as transmissões em jovens entre 15 e 19 anos aumentou 53% entre 2004 e 2015. Entre os dos motivos, pode-se destacar a falta de informação e educação sexual, bem como os abusos sexuais.

HIV na adolescência

O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico, enfraquecendo-o. Caso não haja tratamento, o quadro pode evoluir para a aids, condição que deixa o organismo suscetível a outras doenças e impossibilita que o corpo reaja aos invasores. Por essas razões, pode levar a morte do indivíduo.

Apesar dos números da Unicef apontarem regiões carentes, muitos adolescentes de classes sociais variadas ainda não entendem a função e importância da camisinha, que além de ser um método seguro contra a gravidez precoce e indesejada, garante o sexo seguro e previne a contaminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), que são diversas.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos emitiu um alerta, pedindo aos jovens que não lavem e reutilizem os preservativos, prática que desgasta o material protetor, deixando-o fácil de ser rompido.

A educação sexual, apesar de ser um tabu no Brasil, é a melhor forma de prevenir o HIV na adolescência (bem como outras patologias) e, também, a gravidez não-planejada. Para isso, saiba como os pais podem falar sobre sexo com seus filhos com essas dicas da sexóloga Laura Muller!

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Texto: Camila Ramos/Colaboradora noEmbed

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